quarta-feira, 3 de julho de 2024

A Senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divide a direita, ao invés de uni-la!


Senadora Damares Alves (Republicanos-DF)
Foto: retirada da internet sem valor comercial


A sua movimentação política é vista como oportunista e descabível.

Em entrevista ao Correio Braziliense desta quarta-feira (03) a senadora Damares Alves (Republicanos-DF),  afirmou que a direita vem fortalecida para as eleições de 2026, tanto no Distrito Federal quanto nacionalmente e que, segundo ela, tem assumido a missão de unificar a direita — no Brasil e no Distrito Federal. As suas palavras, no entanto, causaram mais problemas do que solução e, ao invés de unificar a direita, vai é dividi-la, ainda mais, conforme veremos a seguir:

1 - A senadora criou um “grupo político” que tem por objetivo “unificar o pensamento conservador” no Brasil. Como que ela pretende unificar a direita já com a imposição de um “grupo político”, alinhado ideologicamente com ela? E quem não concordar com ele, deixa de ser conservador, por causa disso?

2 – Segundo ela, a direita tem bons nomes para disputar o Palácio do Buriti em 2026 e cita, por exemplo, os nomes de Celina Leão, Michele Bolsonaro, Izalci Lucas, Paula Belmonte e o nome da própria Damares! Ao se apresentar como uma das possíveis candidatas ao GDF, o seu papel de unificar a direita no DF cai por terra, porque, deixa claro quais são as suas reais intenções. Principalmente quando ela diz que o seu “grupo político está se reunindo e tem propostas para o DF”. Quem vai entrar nesse jogo, de cartas marcadas?

3 – Ao mesmo tempo que flerta com a hipótese de se candidatar ao GDF, garante que não é candidata a nada e, por isso mesmo, se julga merecedora de estar à frente da coordenação política da direita.  “Eu quero estar nessa coordenação, porque eu não sou candidata a nada. A gente brinca muito com o meu nome, mas eu não sou candidata a nada. Pelo menos, agora”. As suas palavras, além de contraditórias, geram desconfiança entre os prováveis aliados.  Neste caso, confiar na Damares Alves, é o mesmo que confiar em cerca podre!

4 – Embora reconheça uma forte articulação em torno do nome de Celina Leão (PP-DF), insinua que, o melhor mesmo, é ela se se candidatar a presente da república ou sair de vice na chapa de um candidato conservador, para o qual Leão seria uma forte indicação. “Michele já falou que apoia a Celina aqui “no DF”, eu já falei no passado também, mas eu repito: muitas águas podem rolar debaixo dessa ponte”, sinalizou. Damares revela, nessa parte da entrevista, seus planos macabros para tirar atual Vice-governadora, Celina Leão (PP), da disputa eleitoral pelo Palácio do Buriti em 2026, ao sugerir um voo mais alto, mas sem paraquedas.

5 – Caso a Celina Leão aceite se candidatar à presidência da república, além de colocar em risco o seu futuro político, abriria o caminho para a Senadora nadar de braçadas rumo ao Palácio do Buriti, com o apoio dos conservadores de direita. Moleza, não é? É o que se pode chamar de oportunismo barato. Mas, afinal de contas, quem é Damares Alves no jogo do bicho?

6 – De acordo com a enciclopédia livre, Wikipédia, ela é natural do Paraná, graduou-se em direito pela extinta Faculdades Integradas de São Carlos (FADISC) e pastora da Igreja Quadrancular. Foi assessora parlamentar no Congresso Nacional por mais de vinte anos, antes de sua nomeação por Bolsonaro em 2019, para o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Em março de 2022, filiou-se ao partido Republicanos, partido pelo qual se elegeu senadora, graças ao ex-presidente da república.

7 – Era uma ilustre desconhecida até o ano de 2019, quando surfou na onda bolsonarista. Apesar de ter trabalhado no Congresso Nacional por mais de duas décadas, nunca criou vínculo afetivo ou político com o Distrito Federal. 

8 – Apesar da sua proximidade com Michelle e Jair Bolsonaro e se apresentar como conservadora, não dar a ela o direito de atropelar a ordem das coisas e, muito menos, ainda, de ser a paladina do conservadorismo nacional. Falta, à Senadora Damares Alves, humildade, bom senso na política e um pouco de desconfiômetro.  Ela precisa entender que política se faz com bons gestos e não com imposição ou arrogância.

9 – A herança política deixada por Joaquim Roriz e Arruda está, atualmente, com Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP). Mesma aliança política que fechou com Bolsonaro para presidente da república em 2022. Tudo indica que estarão juntos também em 2026, independentemente do que pensa ou deixa de pensar a Damares Alves.

10 – Se a Senadora Damares quer mesmo unir a direita no Distrito Federal, primeiro, precisa respeitar a aliança política formada pelo governador Ibaneis Rocha e Celina Leão para 2026, onde um irá para o senado e, o outro, para o GDF. Qualquer outra movimentação política fora deste contexto, não é união. Principalmente quando um dos nomes apontados, para suceder a atual gestão, é o dela mesma. Por último, se a Damares não puder ajudar, por favor, não atrapalhe!

Por: Lira do Brasil
Fonte: Correio Braziliense 


Um comentário:

  1. Muito coerente seu ponto de vista, vamos assistir aos demais capítulos.

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